NF-e ferve no VII Debaguete
27/03/2007 16:38
"Dentro de cinco anos, 80% do volume de negócios no Brasil será feito com base em nota fiscal eletrônica", é a previsão do presidente do Sindicato dos Contabilistas do Rio Grande do Sul, Luis Bohn. O gestor participou do VII Debaguete - Observatório Crítico da TI Sul, realizado pelo Baguete Diário nesta terça-feira, 27, na sede do Seprorgs, em Porto Alegre.
De acordo com a projeção de Bohn, o coordenador do projeto de NF-e da Secretaria da Fazenda do RS, Ricardo Neves Pereira, afirma que a expansão do uso do documento eletrônico não irá aumentar a arrecadação da Receita.
"A nota digital não é um instrumento arrecadatório. É, sim, uma ferramenta para diminuir a burocracia que envolve o processo de conformidade fiscal das empresas", garante. "O fisco se beneficia desta tecnologia porque ela reduz o risco de fraude, e isso acaba resultando em maior arrecadação, mas este não é o objetivo central. A NF-e é, com certeza, mais vantajosa para as companhias do que para o governo", completa.
A gaúcha Dimed entende bem das vantagens do processo. Uma das 19 integrantes do projeto piloto de NF-e do Governo Federal, a empresa investiu R$ 150 mil na adequação de seus processos fiscais ao novo modelo. E o investimento valeu a pena, segundo o coordenador de TI da companhia, Carlos Dottori, que também foi painelista no Debaguete.
"Emitimos cerca de 150 mil notas por mês, em nossa operação de atacado (a Panvel). Desde que aderimos à NF-e, em setembro de 2006, reduzimos custos em cerca de 80%", conta Dottori. "Projetamos obter o retorno total sobre o investimento que realizamos dentro de um ano", acrescenta.
Além da redução de custos, a novidade pode trazer também mais inteligência para os negócios. Foi o que garantiu Eblen Kalil Neto, diretor do Uni5, empresa gaúcha especializada em integração de cadeia de negócios que oferece soluções para a nota eletrônica. "Dentro da NF-e é possível incluir uma série de informações adicionais entre comprador e vendedor, o que fortalece a automação dos negócios e a troca eletrônica de documentos", resumiu Kalil.
Também estiveram na mesa o diretor de Vendas da regional Sul da Safenet, Paulo Vianna e Carlos Viceconti, diretor da Digisign. Ambos enfocaram a importância dos sistemas de criptografia para a NF-e. "As soluções do tipo são fundamentais para a segurança das transações", comentou Vianna, que aproveitou para anunciar a abertura de uma filial da multnacional em Porto Alegre até o final do ano. "A Digisign planejam fazer o mesmo em três meses", completou Viceconti.
O evento, patrocinado por Plug In, Safenet e Digisign, teve lotação esgotada, com a participação de aproximadamente 70 pessoas. Entre os presentes, representantes de empresas como Hertz Medicamentos, Mercur, Água Mineral Itati, Sisnema, Thema e Paquetá, entre outras. |